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Quinta, 09 Novembro 2017 00:00

Taesa vai disputar grandes linhas em leilão Destaque

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Valor Econômico - 09/11/2017

Maior transmissora de energia privada, em receita anual permitida (RAP), de R$ 2,8 bilhões, a Taesa, empresa controlada pela mineira Cemig e a colombiana ISA, está estudando para quais lotes pretende participar no próximo leilão de linhas de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), marcado para 15 de dezembro. O certame envolverá 11 lotes, que demandarão investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões.

O foco da companhia no leilão, explicou Marcus Aucélio, diretor Financeiro da empresa, são os cinco maiores lotes, que representam cerca de 80% do total de investimentos previstos no certame, para o qual o executivo prevê menos participantes, porém competidores de maior porte.

"Estamos nos preparando para receber propostas dos construtores. E aí começaremos a definir quais são os melhores lotes para disputarmos. Dado ao tamanho dos lotes, é um leilão bom para nós participarmos, porque temos balanço e experiência para isso", afirmou o Aucélio ao Valor, destacando ainda o potencial de sinergia dos lotes com empreendimentos do grupo, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo ele, a Taesa poderá participar tanto sozinha quanto em parceria.

Nos últimos três leilões de transmissão, a Taesa arrematou seis lotes, sozinha ou em parcerias. Esses lotes, somados a um lote vencido em um leilão da Aneel em dezembro de 2013 demandarão investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões relativos à parte da companhia. Desse total, R$ 500 milhões deverão ser investidos em 2018.

Com um R$ 1 bilhão em caixa e baixo nível de endividamento (1,57 vez a dívida líquida sobre o Ebitda), a Taesa tem fôlego para disputar os leilões e realizar aquisições no setor, afirmou Aucélio.

"Quando olhamos o nosso balanço, temos balanço para fazer tanto M&As [sigla em inglês para fusões e aquisições] quanto para ir aos leilões", disse o executivo.

Na área de aquisições, os alvos da companhia continuam sendo os ativos da Eletrobras e da Abengoa. Com relação às linhas em operação da transmissora espanhola, a Taesa aguarda a homologação pela Justiça do plano de recuperação judicial da empresa, o que permitirá a realização do leilão dos ativos da empresa em 30 dias. A expectativa, explicou Aucélio, é que o leilão ocorra entre dezembro deste ano e janeiro de 2018.

Sobre a Eletrobras, a Taesa está de olho na participação em 31 sociedades de propósito específico (SPEs) que a estatal elétrica pretende colocar à venda. "Estamos aguardando para ver como vai ser este modelo [de venda]", disse Aucélio, que se mostrou animado com o decreto publicado na última semana com as diretrizes para desinvestimentos de sociedades de economia mista, o que deve acelerar o processo.

Se o volume em caixa e a redução do endividamento líquido (no terceiro trimestre de 2016, o nível de alavancagem era de 2,1 vezes) foram os destaques positivos do resultado da companhia no terceiro trimestre, pesaram contra a deflação registrada no período, pelo IGP-M (principal índice das RAPs da companhia), e a queda de 50% do valor da RAP das linhas cujas concessões atingiram o 16º ano. Assim, o lucro no terceiro trimestre recuou 55% ante igual período de 2016, para R$ 97,3 milhões.

Segundo Aucélio, porém, considerando o cenário macro, o resultado da empresa no terceiro trimestre já mostrou melhora em relação ao do trimestre anterior, com um crescimento de 35,1% no lucro líquido. A perspectiva, considerando apenas a expectativa de inflação, é de um resultado melhor no quarto trimestre do ano.

A queda da RAP das linhas de que atingiram o 16º ano de concessão influenciou a receita líquida regulatória da empresa, que recuou 4,5% ante o terceiro trimestre de 2016, para R$ 417 milhões. Na mesma comparação, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) regulatório caiu 8,4%, para R$ 362,6 milhões.

No aspecto operacional, o diretor destacou que a parcela variável de penalidades por indisponibilidade das linhas recuou 58%, para R$ 9,3 milhões. A Taesa fechou o trimestre com índice de disponibilidade recorde de 99,99%.

 

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