Home / Notícias e Eventos / Taesa deve comprar parte da Eletrobras em cinco linhas
Terça, 07 Agosto 2018 00:00

Taesa deve comprar parte da Eletrobras em cinco linhas

Avalie este item
(0 votos)

Valor Econômico - 07/08/2018

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), controlada pela mineira Cemig e a colombiana ISA, planeja exercer o direito de preferência para a compra de participação da Eletrobras em cinco empreendimentos de transmissão de energia que devem ser leiloados no segundo semestre. Também está no radar o próximo leilão de linhas de transmissão, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende fazer no fim do ano, com projetos que somarão investimentos da ordem de R$ 15 bilhões

"Serão onze participações minoritárias da Eletrobras [em linhas de transmissão que deverão ser leiloadas]. Dessas onze, em cinco nós somos o parceiro, portanto temos o direito de preferência e estamos aguardando o edital para entender como vai funcionar. Estamos bem posicionados. Sendo o leilão dentro de uma racionalidade [econômica], deveremos exercer nosso direito de preferência", disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Taesa, Marcus Aucélio.

A expectativa é que o leilão das participações minoritárias da Eletrobras em ativos de transmissão ocorra entre o próximo mês e outubro.

Com relação ao leilão da Aneel, a estratégia, segundo o executivo, é disputar os lotes que garantam algum retorno para a companhia. "Vamos continuar participando dos leilões dentro da nossa disciplina financeira e com o retorno que agrega valor para os nossos acionistas", disse.

Segundo Aucélio, contam a favor da empresa o baixo nível de endividamento, de 1,4 vez a dívida líquida sobre o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e montante em caixa da ordem de R$ 830 milhões.

A Taesa fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 259,3 milhões, um aumento de 260% em relação a igual período do ano anterior. Na mesma comparação, a receita operacional líquida avançou 107,5%, para R$ 351,2 milhões, e o Ebitda recuou 6,1%, totalizando R$ 361,3 milhões.

Com o resultado, o lucro líquido da transmissora no acumulado dos primeiros seis meses alcançou R$ 476,5 milhões, com alta de 74,3% ante igual período do ano passado. Na mesma comparação, a receita líquida cresceu 33,2%, para R$ 667,9 milhões, e o Ebitda caiu 5,8%, somando R$ 734,7 milhões.

Segundo Aucélio, tanto o resultado trimestral quanto o semestral foram influenciados principalmente pela inflação do período. Como a companhia possui um grande conjunto de linhas de transmissão cuja receita anual é corrigida pelo IGPM, a inflação em 2018 contou favoravelmente para a receita.

De acordo com ele, enquanto no primeiro semestre de 2017 houve uma deflação de 0,76%, nos primeiros seis meses deste ano, a inflação acumulada foi de 4,37%. "Na linha da correção monetária, passamos de um resultado negativo de R$ 25,9 milhões [no primeiro semestre] para R$ 173,2 milhões positivos. Isso foi o grande efeito."

Com relação ao resultado regulatório, a companhia fechou o primeiro semestre com uma receita líquida regulatória de R$ 832,5 milhões, valor 4,6% menor que o apurado em igual período do ano passado. A queda, explicou Aucélio, foi devido ao efeito dos contratos de concessão de um grupo de linhas da empresa que, a partir do 16º ano de concessão tem a receita anual reduzida à metade.

"Algumas das nossas concessões são da categoria 2, que são daquelas que entram no 16º ano [de concessão] e [a receita] cai pela metade. No trimestre passado, já havíamos comentado isso", disse o diretor.

O mesmo fator que explica a redução do Ebitda, tanto do resultado trimestral quanto do acumulado dos primeiros seis meses do ano.

O conselho de administração da companhia também aprovou ontem o pagamento de R$ 164,3 milhões de dividendos e juros sobre capital próprio. No primeiro semestre, a empresa já havia pagado dividendos e juros sobre capital próprio de R$ 413,2 milhões.

 

Ler 138 vezes

img-rodape

451
footer-logo BR